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Anarc(quia) e descaso TAMbém

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Dez 24 2006

Em Salvador, a TAM acordou um passageiro às 3h30 da madrugada e mandou ele ir correndo para embarcar. O coitado acordou seus dois filhos pequenos, correu para o aeroporto e, chegando lá, descobriu que não tinha vôo.

A passageira saiu de Curitiba, passando por São Paulo e Salvador, para Ilhéus. Deveria chegar no final da tarde no aeroporto Jorge Amado. Chegou às 4 horas da manhã. O pai enfrentou a estrada de madrugada para sair de Itabuna e pegá-la em Ilhéus.

O pior foi o tratamento dado pela TAM aos infelizes (e arrependidos) que escolheram voar por ela. Os funcionários da empresa mentiram repetidas vezes aos passageiros, que foram tratados como palhaço.

Um exemplo: a TAM colocava os passageiros no salão de embarque, fingindo que o vôo sairia logo, apenas para tirar os passageiros do saguão, onde poderiam protestar e ser vistos pela imprensa.

Um grupo de passageiros com destino a Salvador estava junto com outro que ia para Porto Seguro, há horas, no salão de embarque. Para embarcar só os de Porto sem gerar reclamações, a TAM chamou os de Salvador para "embarque imediato" em outro portão, longe dali. Os palhaços foram correndo até lá, só para descobrir que era mais uma mentira da empresa.

Outro exemplo do tratamento imoral dado pela TAM aos passageiros foi colocar todos eles dentro de aviões que ainda não tinham equipe nem pilotos, por horas a fio, no calor, fingindo que o vôo começaria "em instantes".

Teve gente que foi para o aeroporto de Guarulhos às 6h da manhã e só chegou em Salvador na noite do dia seguinte. Se fosse de carro chegaria no mesmo prazo. Se fosse de ônibus, demoraria umas horas a mais, porém sem estresse nem desrespeito.

Na madrugada de domingo, a TAM colocou em vôos que partiriam entre as 2h e as 6h30 os passageiros que deveriam ter decolado antes das 20h de sábado.

Numa comprovação de sua própria incompetência, a TAM alugou um ônibus leito na quinta-feira (21) para transportar 27 passageiros que tinham comprado bilhete da companhia no aeroporto de Salvador (BA) para Maceió (AL).

Além de ser enganado, humilhado, ter seu Natal destroçado pela TAM, teve muito passageiro que ainda viu sua bagagem desaparecer graças ao caos interno da empresa.

O fundador da TAM, Comandante Rolim Amaro, exemplo de eficiência e qualidade no atendimento ao passageiro, deve estar se revirando igual um ventilador no túmulo. A TAM de hoje é o oposto completo da TAM que ele idealizou e comandou enquanto estava vivo.

Por tudo o que aprontou com os passageiros, a TAM deveria ter sua licença cassada.

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